A Escrita e a Docência – Uma Aliança para a Vida

Agostinho Gomes Foto

Após a licenciatura em 1947, Agostinho Gomes exerce o professorado, passando pelo ensino particular. Inicia funções oficiais, no ano letivo de 1950/521, no liceu Nacional da Covilhã como professor Eventual. É professor estagiário no liceu Nacional José Falcão em Coimbra, durante os anos letivos de 1952/53 e 1953/54.  Torna-se Professor Efetivo no quadro do Liceu Nacional de Leiria no ano letivo 1954/55, partindo para França nesse mesmo ano para dar aulas na Universidade de Estrasburgo onde esteve cinco anos e, em Bordéus, dois anos. De regresso a Portugal no início dos anos 60 exerce docência nos liceus de Oeiras, Alexandre Herculano, no Porto e na E. S. Nº2 de Vila Nova de Gaia nos anos letivos 1975/76 e 1976/77.

Mantém-se no quadro desta escola até à sua aposentação em 1988, embora lecionasse no então ISCAP (Instituto Superior de Contabilidade e Administração do Porto).

É em Coimbra que Agostinho Gomes conhece a sua futura mulher, Ilda Gomes Bento Fraga, nascida a 31 de Dezembro de 1923 (filha de José Augusto Abrantes Fraga, militar, e Conceição Gomes Bento, professora), natural de Gouveia e professora do Ensino Primário.

O casamento realiza-se a 13 de Maio de 1946, na Sé da catedral de Viseu. Durante alguns anos sem filhos, nasce por fim Agostinho Bento Gomes, a 22 de Julho de 1952 que, por vontade do pai, virá a licenciar-se em Filologia Romântica, pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Um ano mais tarde, nasce Ilda da Conceição Bento Gomes a 11 de Setembro de 1953, licenciando-se em Pintura pela Escola Superior de Belas Artes do Porto.

Agostinho Gomes exerce sobre a família uma forte influência que a leva a aceitar o espirito da docência como o caminho da sublimação profissional e pessoal. Idêntica influência é exercida sobre muitos jovens alunos, levando-os, como o mestre, ao curso de Filologia Românica.

No exercício da sua profissão, Agostinho Gomes é membro do Júri de exames no Liceu de S. Tomé, em 1955. Desta sua estada, nasce uma forte ligação à ilha.

Colabora com o semanário cultural A Voz de S. Tomé e escreve o livro Ilha Verde.

Mas Agostinho Gomes tem o dom de se moldar poeticamente. A simples mudança de ambiência climática altera-lhe o ritmo, a imagética e consequentemente a forma exterior da criação.

Numa altura em que está quase a completar três décadas de atividade literária, o escritor confessa: «Estou longe de caminhar para a chamada obra completa. Sinto-me, pois numa aventura em marcha» (idem). Sobre o trajeto e a visão do seu trabalho, desejaria que os seus livros fossem projeção total do que é como homem, mas sabendo que tal não é possível, contenta-se com o imperfeito, não renega o inacabado, embora lhe faça doer o que lhe escapa no momento do encontro entre o homem e a obra.

Agostinho Gomes completa e intensifica as suas atividades de escritor e de professor com a escrita de pequenos ensaios, apresentados em comunicações a congressos e conferências quer em Portugal quer em alguns países da Europa, como em França, Espanha e Holanda.

 

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